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Santo Afonso de Ligório (1696-1787)
Santo Afonso de Ligório nasceu em Marianella, perto de Nápoles, a 27 de
setembro de 1696. Era o primogênito de uma família bastante numerosa, o Chinês
de Nápoles. Foi aí que começou a sua experiência missionária no interior do
Reino de Nápoles, onde ele encontrou gente muito mais pobre e mais abandonada
que qualquer menin8 de rua de Nápoles.
No dia 9 de
novembro de 1732, Afonso fundou a Congregação do Santíssimo Redentor,
popularmente conhecida como Redentorista, para seguir o exemplo de Jesus Cristo
anunciando a Boa Nova aos pobres e aos mais abandonados. Daí em diante,
dedicou-se inteiramente a esta nova missão.
Afonso era um
amante da beleza: músico, pintor, poeta e escritor. Colocou toda a sua
criatividade artística e literária a serviço da missão e o mesmo ele pediu aos
que ingressavam na sua Congregação. Escreveu sobre espiritualidade e teologia
111 obras, que tiveram 21.500 edições e foram traduzidas em 72 línguas, o que
comprova que ele é um dos autores mais lidos. Entre suas obras mais conhecidas
estão: O Grande Meio da Oração, A Prática de Amar a Jesus Cristo, As Glórias de
Maria e Visitas ao Santíssimo Sacramento. A oração, o amor, a comunhão com
Cristo e sua experiência imediata das necessidades espirituais dos fiéis fizeram
de Afonso um dos grandes mestres da vida interior.
A maior contribuição de Afonso para a Igreja foi na área da reflexão
teológica moral, com a sua Teologia Moral. Esta obra nasceu da experiência
pastoral de Afonso, da sua habilidade em responder às questões práticas
apresentadas pelos fiéis e do seu contato com os problemas do dia-a-dia.
Combateu o estéril legalismo que estava sufocando a teologia e rejeitou o
rigorismo estrito do seu tempo, produto da elite poderosa. Conforme Afonso,
estes eram caminhos fechados ao Evangelho porque "tal rigor jamais foi ensinado
nem praticado pela Igreja". Ele sabia como colocar a reflexão teológica a
serviço da grandeza e da dignidade da pessoa humana, da consciência moral e da
misericórdia evangélica.
Afonso foi ordenado bispo de Santa Ágata dos Godos em 1762, aos 66 anos.
Tentou recusar a nomeação porque se sentia demasiado idoso e doente para cuidar
adequadamente da diocese. Em 1775, foi-lhe permitido deixar o cargo e ele foi
morar na comunidade redentorista de Pagani, onde morreu no dia 1o de agosto de
1787. Foi canonizado em 1831, proclamado Doutor da Igreja em 1871 e Patrono dos
Confessores e Moralistas em 1950. |
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