CARTA FINAL DO VII CONGRESSO LATINO AMERICANO DE

 IRMÃOS REDENTORISTAS.

 .La Plata, 15 de dezembro de 2007.

 Queridos Missionários Redentoristas

                Saudamos toda a Família Redentorista e agradecemos a Deus pelos 275 anos do anúncio da Abundante Redenção em cada uma de nossas Unidades. Este ano comemorativo convida-nos a renovar-nos em nossa consagração e em nossa pela vida religiosa redentorista.

Estendemos nosso agradecimento ao Governo Geral, pela motivação que dá a todos nós de vivermos com maior intensidade nossa vida religiosa, particularmente ao Padre Enrique López, conselheiro geral para a América Latina e encarregado do setor dos Irmãos, pela comunicação enviada a nós, participantes deste Congresso Latino Americano de Irmãos (CLAIR-CLAHER), reunidos de 9 a 15 de dezembro do ano em curso, em La Plata, Argentina. As Unidades representadas neste Congresso, são: México, América Central, Porto Rico, Colômbia, do Brasil: (Recife, Rio de Janeiro, São Paulo, Porto Alegre e Campo Grande), Equador, Paraguai, Bolívia, Chile e Argentina (Resistência e Buenos Aires). No decorrer do congresso, o ambiente foi de fraternidade e de partilha daquilo que somos e temos.

Neste Congresso quisemos acentuar a identidade missionária do Irmão Redentorista hoje, co-responsável do carisma e missão da Congregação. Constatamos que o Irmão Redentorista mostra a disponibilidade para assumir as conseqüências do batismo e da consagração religiosa.

A temática refletida no VII Congresso de Irmãos, foi a seguinte:

1). Promover a co-responsabilidade (Cf. Const. 35) dos congregados conforme sua própria condição, para o bem da Congregação na qual se consagraram.

2). Viver a simplicidade e a proximidade com o povo, despertando a consciência ativa dos mais pobres e abandonados com a finalidade de que experimentem a Redenção e vivam a co-responsabilidade como testemunhas que procuram a configuração com Cristo Redentor.

3). O êxodo necessário da vida religiosa redentorista, tendo em vista que a PRIMEIRA URGÊNICIA é atingir a liberdade para assumir responsabilidades e viver a vida comunitária com fidelidade criativa. Desse modo procura-se que essa fidelidade criativa nos ajude a renunciar e abandonar os “olha eu!” (pastorais individuais entre outros) que causam tantos danos às comunidades locais e à Congregação em geral. Essa fidelidade segue a norma de São Geraldo: “Fidelidade constante nas coisas mais difíceis” (Const. 20) a fim de levar aos homens a Copiosa e Abundante Redenção;

4). Dar a vida pela Abundante Redenção implica entrar no processo de reestruturação, isto é, re-encantar-se como primeiro amor, sendo profetas (que anunciam e denunciam) e discípulos (que comunicam o chamado de Deus para que nossos povos tenham a vida Nele). Que a Reestruturação seja levada em conta desde a formação inicial, tomando como finalidade a abertura solidária, rompendo com os esquemas geográficos dominantes, abrindo espaços para a formação permanente. Assim serão fortalecidos os laços de comunhão e participação entre as diversas Unidades da Congregação, estimulando nos congregados iniciativas criativas que favoreçam nossa identidade “em nosso progresso de renovação interior” (Const.40) de sermos discípulos e missionários de Cristo Redentor.

5). Na formação inicial, favorecer nos jovens (sejam eles aspirantes, postulantes, noviços, juniores e outros) a confiança e a responsabilidade em suas aptidões, qualidades e afetos. Fortalecer neles a segurança em suas decisões e em seu agir. Levando-se em conta isso, somos chamados a nos conscientizarmos para que as vocações não continuem decrescendo. Sublinhamos neste Congresso a importância da formação continuada para os irmãos, especialmente para as novas gerações que entram para a Congregação, destacando a formação da teologia da Vida Religiosa. Levando-se em conta que há irmãos em idade avançada, com desgastes físico e psíquico, ou também vindo de uma formação própria de outros tempos, não nos esqueçamos de que também eles são missionários (cf. Const.55).

6). Quando utilizamos termos excludentes e clericais para nos referir a nossos congregados, negamos a comum-união da congregação (cf. Capítulo Geral de 1991). Convidamo-los a usar termos includentes. Devemos acabar com as separações estéreis entre nós. Devemos chamar-nos “Missionários Redentoristas” para assim favorecer a integração, tanto dos congregados como também dos leigos que cada vez mais compartilham ativamente nosso carisma.

         Ao lado disso, constatamos o interesse pela formação, pela Pastoral

Vocacional, pelas missões, a inclusão nos capítulos provinciais e na formação. Temos realizado uma caminhada de formação permanente desde o primeiro Congresso até o atual. Os Irmãos estão abrindo caminhos de esperança.

Agradecemos à Vice-Província de Resistência pela fraternidade e disposição para trabalhar conosco nesta caminhada. Agradecemos também às (V) Províncias que participaram deste Congresso. O próximo Congresso será no Chile em 2010, de 5 a 12 de dezembro, com o tema: “Vida Fraterna: Profetismo na Vida religiosa Redentorista”

    Que nesta espera do Nascimento do Redentor nos anime na esperança de sermos Discípulos e Missionários a partir e com os pobres, abrindo caminhos de esperança.

 

Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, Mãe do Advento, nos dê Jesus para que o levemos aos outros.

 

Fraternalmente         As ( V) Províncias Participantes.

 

 

 
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